Por Ana Clara da Cunha Gomes e Jéssica Ferreira Barbieri
Bullying é um tema que vem despertando cada vez mais o interesse de pais, professores e profissionais da saúde. É um termo usado para qualificar comportamentos
agressivos entre alunos no âmbito escolar e caracteriza-se por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. Pode ser dividido em quatro categorias: físico, verbal, relacional e o sexual. Há ainda o cyberbullying, que ocorre através de mensagens e comentários em redes sociais na internet. Nesses casos a vítima é perseguida mesmo fora da escola e muitas vezes os perpetradores do bullying usam o ambiente virtual para se manterem anônimos. Pesquisas mostram indícios de bullying desde 1960, porém era denominado assédio moral (“mobbing”) e caracterizado como agressão coletiva contra outros da mesma espécie.
Pesquisas de intervenção sistemática começaram quando três garotos se suicidaram em um curto intervalo de tempo na Noruega, todos deixando anotações de que tinham sofrido bullying por seus colegas. Desde então, acredita-se que ser vítima de bullying aumenta o risco de depressão, sintomas psicóticos, ideação suicida e tentativas de suicídio, problemas de saúde, de comportamento, emocionais e de rendimento escolar. Ainda assim, é bastante popular a opinião que bullying 'constrói caráter', é um 'rito de passagem' e 'aumenta a resistência' do indivíduo para enfrentar os desafios da vida adulta.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Um "rito de passagem" perigoso: consequências psicopatológicas do bullying
Author:
Arthur Kummer
Label:
Adolescente,
Ansiedade,
bullying,
Depressão,
Estresse,
Estudantes,
Jovens,
Psicopatologia,
suicídio,
Trauma,
Violência
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
O impacto do uso do computador na saúde mental de jovens adultos
Por Izabela Gomes Guarinon e Joice Coutinho de Alvarenga.
Na
atualidade, o desempenho do papel social vem dependendo cada vez mais do uso do
computador. Nas escolas, nas universidades, no trabalho a interação com esta
ferramenta é imprescindível para o êxito nas atividades diárias, sendo
necessária até mesmo na consolidação das relações interpessoais.
Na
atualidade, o desempenho do papel social vem dependendo cada vez mais do uso do
computador. Nas escolas, nas universidades, no trabalho a interação com esta
ferramenta é imprescindível para o êxito nas atividades diárias, sendo
necessária até mesmo na consolidação das relações interpessoais.
Esta
grande influência levanta questionamentos acerca dos seus impactos na saúde
mental. Ao mesmo tempo que se constitui como uma ampliação das redes sociais e
expansão dos limites físicos, o computador (e a internet) podem ser utilizados
como uma fuga da realidade, favorecendo a reclusão e o isolamento.
Tal investigação foi o tema do artigo
“Computer Use and Stress, Sleep Disturbances, and Symptoms of Depression Among
Young Adults”, de Sara Thomée, Annika Härenstam e Mats Hagberg. Eles aplicaram
um questionário em jovens adultos selecionados randomicamente, com idades entre
20 e 24 anos, abordando o padrão de uso de computadores e a percepção destes acerca
da sua saúde mental.
Author:
Arthur Kummer
Label:
Internet,
Jogo Patológico,
Jovens,
Psicopatologia,
Saúde Mental
De médico e louco... Todo residente tem um pouco
Por Gabriela Agostini, Franciéli
Schäffer e Fernanda Menezes.
Sabidamente, a rotina dos
estudantes da área da saúde, especialmente os de medicina, é estressante. Muito
estudo, faculdade em período integral (o que mantém a maioria dos estudantes
dependente dos pais por mais tempo), noites em claro, além de, obviamente,
começar a lidar com situações de perda, doença, sofrimento e morte. Até aí,
nenhuma novidade. O que pesquisas revelaram recentemente é que o ambiente em
que se inserem os estudantes e residentes da área da saúde como um todo
favorece a ocorrência dos transtornos mentais comuns (TMC), levando-os a ser um
grupo de maior risco de adoecimento mental.
Para entender um pouco melhor o
assunto, é preciso explicar o que são os TMC. Na década de 70, Goldberg e
Huxley cunharam a expressão “transtornos mentais comuns” para se referir a
sintomas como insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de
concentração e queixas somáticas. Apesar de, inicialmente, não apresentarem
gravidade significativa, os TMC estão relacionados aos transtornos de
ansiedade, somatização e depressão sem sintomas psicóticos, podendo ter relação
com a incapacidade e a ausência no trabalho.
Author:
Arthur Kummer
Label:
Ansiedade,
Depressão,
Estresse,
Estudantes,
Jovens,
Psicopatologia,
Residentes,
Saúde Mental,
Universitários
terça-feira, 4 de junho de 2013
Religião e Saúde Mental
Por Gregório Victor Rodrigues.
A religiosidade é algo que está determinantemente implicada na psicopatologia e na terapêutica dos muitos transtornos. Muitos são os pacientes que relatam suas histórias de sofrimento e culpabilização ou fervor e esperança religiosas. O interesse científico sobre a relação entre religião e psiquiatria é crescente, como mostra o crescimento vertiginoso no número de publicações sobre o assunto.
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| Número de estudos no site de busca científica PubMed para a pesquisa ‘’religion and health’’. |
Percebendo, pois, esse fato e, sob a perspectiva científica, querendo investigar alguma relação subjacente da variável religiosidade, alguns cientistas têm se atentado para a questão. É o caso de Harold G. Koening, eminente médico psiquiatra da Duke University Medical Center, e um dos autores do artigo "Longitudinal Relationships of Religion with Posttreatment Depression Severity in Older Psychiatric Patients: Evidence of Direct and Indirect Effects".
Author:
Arthur Kummer
Label:
Depressão,
Psicopatologia,
Religião,
Saúde Mental


