Por Gabriela Agostini, Franciéli
Schäffer e Fernanda Menezes.
Sabidamente, a rotina dos
estudantes da área da saúde, especialmente os de medicina, é estressante. Muito
estudo, faculdade em período integral (o que mantém a maioria dos estudantes
dependente dos pais por mais tempo), noites em claro, além de, obviamente,
começar a lidar com situações de perda, doença, sofrimento e morte. Até aí,
nenhuma novidade. O que pesquisas revelaram recentemente é que o ambiente em
que se inserem os estudantes e residentes da área da saúde como um todo
favorece a ocorrência dos transtornos mentais comuns (TMC), levando-os a ser um
grupo de maior risco de adoecimento mental.
Para entender um pouco melhor o
assunto, é preciso explicar o que são os TMC. Na década de 70, Goldberg e
Huxley cunharam a expressão “transtornos mentais comuns” para se referir a
sintomas como insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de
concentração e queixas somáticas. Apesar de, inicialmente, não apresentarem
gravidade significativa, os TMC estão relacionados aos transtornos de
ansiedade, somatização e depressão sem sintomas psicóticos, podendo ter relação
com a incapacidade e a ausência no trabalho.