Por Edson Alexandre Silva Carvalho e Germano de Souza Almeida.
Em
19 de Agosto de 2012 foi publicado na Psychopharmacology o artigo ‘Lurasidone
in the treatment of schizophrenia: a 6-week, placebo-controlled study.’’ o qual apresenta um ensaio clínico sobre a lurasidona,
fármaco antipsicótico atípico aprovado para uso em 2010 pelo FDA.
A
lurasidona, assim como outros antipsicóticos, é um modulador dopaminérgico do
sistema nervoso central. Segundo o ensaio, o fármaco tem como diferencial um
perfil de efeitos colaterais mais favorável. Sintomas como sedação, sonolência
e ganho de peso seriam menos frequentes o que torna a adesão ao tratamento
facilitada. A lurasidona é antagonista de alta afinidade dos receptores D2,
5-HT2A e 5-HT7, de afinidade intermediária do receptor α2C
adrenérgico e de baixa afinidade do receptor α2A adrenérgico. O
fármaco também age como agonista parcial do receptor 5-HT1A e,
notavelmente, não tem ação nos receptores H1 de histamina e M1muscarínico,
o que explica em parte a promessa de reduzir efeitos como sonolência e sedação.
