Por Ana Clara da Cunha Gomes e Jéssica Ferreira Barbieri
Bullying é um tema que vem despertando cada vez mais o interesse de pais, professores e profissionais da saúde. É um termo usado para qualificar comportamentos
agressivos entre alunos no âmbito escolar e caracteriza-se por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. Pode ser dividido em quatro categorias: físico, verbal, relacional e o sexual. Há ainda o cyberbullying, que ocorre através de mensagens e comentários em redes sociais na internet. Nesses casos a vítima é perseguida mesmo fora da escola e muitas vezes os perpetradores do bullying usam o ambiente virtual para se manterem anônimos. Pesquisas mostram indícios de bullying desde 1960, porém era denominado assédio moral (“mobbing”) e caracterizado como agressão coletiva contra outros da mesma espécie.
Pesquisas de intervenção sistemática começaram quando três garotos se suicidaram em um curto intervalo de tempo na Noruega, todos deixando anotações de que tinham sofrido bullying por seus colegas. Desde então, acredita-se que ser vítima de bullying aumenta o risco de depressão, sintomas psicóticos, ideação suicida e tentativas de suicídio, problemas de saúde, de comportamento, emocionais e de rendimento escolar. Ainda assim, é bastante popular a opinião que bullying 'constrói caráter', é um 'rito de passagem' e 'aumenta a resistência' do indivíduo para enfrentar os desafios da vida adulta.
Mostrando postagens com marcador Estresse. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estresse. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Um "rito de passagem" perigoso: consequências psicopatológicas do bullying
Author:
Arthur Kummer
Label:
Adolescente,
Ansiedade,
bullying,
Depressão,
Estresse,
Estudantes,
Jovens,
Psicopatologia,
suicídio,
Trauma,
Violência
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
De médico e louco... Todo residente tem um pouco
Por Gabriela Agostini, Franciéli
Schäffer e Fernanda Menezes.
Sabidamente, a rotina dos
estudantes da área da saúde, especialmente os de medicina, é estressante. Muito
estudo, faculdade em período integral (o que mantém a maioria dos estudantes
dependente dos pais por mais tempo), noites em claro, além de, obviamente,
começar a lidar com situações de perda, doença, sofrimento e morte. Até aí,
nenhuma novidade. O que pesquisas revelaram recentemente é que o ambiente em
que se inserem os estudantes e residentes da área da saúde como um todo
favorece a ocorrência dos transtornos mentais comuns (TMC), levando-os a ser um
grupo de maior risco de adoecimento mental.
Para entender um pouco melhor o
assunto, é preciso explicar o que são os TMC. Na década de 70, Goldberg e
Huxley cunharam a expressão “transtornos mentais comuns” para se referir a
sintomas como insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de
concentração e queixas somáticas. Apesar de, inicialmente, não apresentarem
gravidade significativa, os TMC estão relacionados aos transtornos de
ansiedade, somatização e depressão sem sintomas psicóticos, podendo ter relação
com a incapacidade e a ausência no trabalho.
Author:
Arthur Kummer
Label:
Ansiedade,
Depressão,
Estresse,
Estudantes,
Jovens,
Psicopatologia,
Residentes,
Saúde Mental,
Universitários
segunda-feira, 3 de junho de 2013
O impacto psicológico da criança sobrevivente do câncer e de seus familiares
Por Daniel
Palmer Caldeira Mendes e Daniela
Carolina El-corab Vasconcelos.
O advento de novas tecnologias proporciona muitos benefícios na medicina, dentre outros, técnicas cirúrgicas mais precisas e seguras, novos medicamentos e a probabilidade de sobrevivência ao câncer. A partir da década de 1960, constata-se um crescente aumento no número de sobreviventes ao câncer na infância. Estudos, porém, têm revelado uma maior incidência do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) em crianças que conseguiram sobreviver a essa experiência.
O TEPT caracteriza-se por um estado em que logo após uma experiência aversiva, o indivíduo entra em um estado de desintegração psicológica, no qual pouco sente ou reconhece da ameaça representada pelo trauma. Ou seja, negação e entorpecimento caracterizam sua condição. O TEPT apresenta duas características principais, que são o evento traumático, definido como "exposição a um evento que envolva a ocorrência ou a ameaça consistente de morte ou ferimentos graves para si ou para outros, associada a uma resposta intensa de medo, desamparo, ou horror” e as três dimensões de sintomas que se desenvolvem a partir desse evento, ou seja: a) o evento traumático é persistentemente revivido (ex.: pesadelos, recordações aflitivas, recorrentes e intrusivas); b) esquiva persistente de estímulos associados ao trauma e entorpecimento da responsividade geral; e c) sintomas persistentes de excitabilidade aumentada, incluindo hipervigilância, dificuldades de concentração e irritabilidade.
O TEPT caracteriza-se por um estado em que logo após uma experiência aversiva, o indivíduo entra em um estado de desintegração psicológica, no qual pouco sente ou reconhece da ameaça representada pelo trauma. Ou seja, negação e entorpecimento caracterizam sua condição. O TEPT apresenta duas características principais, que são o evento traumático, definido como "exposição a um evento que envolva a ocorrência ou a ameaça consistente de morte ou ferimentos graves para si ou para outros, associada a uma resposta intensa de medo, desamparo, ou horror” e as três dimensões de sintomas que se desenvolvem a partir desse evento, ou seja: a) o evento traumático é persistentemente revivido (ex.: pesadelos, recordações aflitivas, recorrentes e intrusivas); b) esquiva persistente de estímulos associados ao trauma e entorpecimento da responsividade geral; e c) sintomas persistentes de excitabilidade aumentada, incluindo hipervigilância, dificuldades de concentração e irritabilidade.

