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sábado, 6 de dezembro de 2014

Consumo de drogas entre jovens. É tudo a mesma coisa?

Por Guilherme Dias Rocha de Mello e Letícia Pereira Fortunato.

O uso e abuso de substâncias psicotrópicas entre jovens, principalmente entre os estudantes universitários, tem aumentado gradativamente nos últimos anos, sendo um problema de saúde coletiva que desperta atenção. Tal problema pode gerar consequências para o usuário como o desenvolvimento de diversos transtornos relacionados ao uso de substâncias, divididos pelo DSM-IV em transtorno por uso de substância, incluindo dependência e abuso, e transtorno induzido por substância, o qual inclui intoxicação, abstinência, Delirium, demência persistente, transtorno amnésico persistente, transtorno psicótico, transtorno de humor, transtorno de ansiedade, disfunção sexual e transtorno do sono.

Um estudo recente realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo compara o uso de drogas entre universitários brasileiros e norte-americanos, assim como com a população jovem geral brasileira, na tentativa de identificar possíveis diferenças de uso de drogas pela interferência da cultura.

Uso de bebidas alcoólicas afetando o desempenho acadêmico

Por Leandro Augusto Braga.

As bebidas alcoólicas são amplamente disponíveis no ambiente universitário, especialmente nas festas.  Nestas, são os jovens acadêmicos o principal público-alvo das campanhas publicitárias que incentivam o uso de álcool, com alusões deste como forma de pertencer ao seu grupo,
possuir liberdade, e, especialmente, entrar para a vida adulta - uma sensação de estar livre do controle da família.
O álcool é especialmente prejudicial quando vira um vício e na maioria das vezes vai cumprir critérios para dependência apenas na idade adulta - quando um modelo estabelecido de beber é alcançado. No entanto, o consumo excessivo, mesmo que não dependente (observado em grande parte dos universitários), aumenta o risco de danos relacionados com o álcool, tanto decorrentes da alteração comportamental que o mesmo provoca como também, possivelmente, altera o desempenho acadêmico – frequência nas aulas, notas nas atividades avaliativas e consequentemente atraso na formação. Dessa forma, um estudo transversal visou estabelecer uma relação entre o padrão do consumo de álcool pelos universitários e as consequências que o mesmo causa no seu desempenho acadêmico.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Um "rito de passagem" perigoso: consequências psicopatológicas do bullying

Por Ana Clara da Cunha Gomes e Jéssica Ferreira Barbieri

Bullying é um tema que vem despertando cada vez mais o interesse de pais, professores e profissionais da saúde. É um termo usado para qualificar comportamentos

agressivos entre alunos no âmbito escolar e caracteriza-se por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. Pode ser dividido em quatro categorias: físico, verbal, relacional e o sexual. Há ainda o cyberbullying, que ocorre através de mensagens e comentários em redes sociais na internet. Nesses casos a vítima é perseguida mesmo fora da escola e muitas vezes os perpetradores do bullying usam o ambiente virtual para se manterem anônimos. Pesquisas mostram indícios de bullying desde 1960, porém era denominado assédio moral (“mobbing”) e caracterizado como agressão coletiva contra outros da mesma espécie.

Pesquisas de intervenção sistemática começaram quando três garotos se suicidaram em um curto intervalo de tempo na Noruega, todos deixando anotações de que tinham sofrido bullying por seus colegas. Desde então, acredita-se que ser vítima de bullying aumenta o risco de depressão, sintomas psicóticos, ideação suicida e tentativas de suicídio, problemas de saúde, de comportamento, emocionais e de rendimento escolar. Ainda assim, é bastante popular a opinião que bullying 'constrói caráter', é um 'rito de passagem' e 'aumenta a resistência' do indivíduo para enfrentar os desafios da vida adulta.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013

De médico e louco... Todo residente tem um pouco

Por Gabriela Agostini, Franciéli Schäffer e Fernanda Menezes.

Sabidamente, a rotina dos estudantes da área da saúde, especialmente os de medicina, é estressante. Muito estudo, faculdade em período integral (o que mantém a maioria dos estudantes dependente dos pais por mais tempo), noites em claro, além de, obviamente, começar a lidar com situações de perda, doença, sofrimento e morte. Até aí, nenhuma novidade. O que pesquisas revelaram recentemente é que o ambiente em que se inserem os estudantes e residentes da área da saúde como um todo favorece a ocorrência dos transtornos mentais comuns (TMC), levando-os a ser um grupo de maior risco de adoecimento mental.
Para entender um pouco melhor o assunto, é preciso explicar o que são os TMC. Na década de 70, Goldberg e Huxley cunharam a expressão “transtornos mentais comuns” para se referir a sintomas como insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de concentração e queixas somáticas. Apesar de, inicialmente, não apresentarem gravidade significativa, os TMC estão relacionados aos transtornos de ansiedade, somatização e depressão sem sintomas psicóticos, podendo ter relação com a incapacidade e a ausência no trabalho.
quinta-feira, 30 de maio de 2013

Depressão em universitários

Por Igor de Andrade Cardoso Oliveira e Mastroiani Rodrigues Costa Araújo.

A OMS ou WHO (Organização Mundial de Saúde ou World Health Organization) conceitua saúde como um “estado de perfeito bem-estar físico, mental e social”. A saúde mental é uma dos três componentes da saúde geral. Nesse sentido são necessários estudos que investiguem quais seriam os principais gatilhos para o desenvolvimento de transtornos mentais sendo esses de suma importância para o entendimento e, com isso, avanço nas pesquisas na área de prevenção de doenças. Este tema já foi abordado por diversos outros pesquisadores, mas ainda não se chegou a conclusões e resultados suficientes para o bom entendimento da questão.
O artigo “Saúde geral e sintomas depressivos em universitários”, de Adriana Munhos Carneiro e Makilim Nunes Baptista, da Universidade de São Francisco teve como objetivo analisar a relação existente entre transtornos depressivos e atividades acadêmicas baseando-se em trabalhos consagrados publicados por outros autores utilizando a EDEP (Escala de Depressão) e com o QSG-60 (Questionário de Saúde Geral). Analisou-se também se os grupos abordados pela pesquisa variam quanto ao sexo, faixa etária, nível sócio econômico ou histórico de doença mental na família. Portanto, analisou-se basicamente a depressão, seus fatores associados e predisponentes além dos instrumentos existentes para sua medição. Nesse estudo participaram 98 universitários, com idade média de 25,8 anos.