Por Ana Clara da Cunha Gomes e Jéssica Ferreira Barbieri
Bullying é um tema que vem despertando cada vez mais o interesse de pais, professores e profissionais da saúde. É um termo usado para qualificar comportamentos
agressivos entre alunos no âmbito escolar e caracteriza-se por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. Pode ser dividido em quatro categorias: físico, verbal, relacional e o sexual. Há ainda o cyberbullying, que ocorre através de mensagens e comentários em redes sociais na internet. Nesses casos a vítima é perseguida mesmo fora da escola e muitas vezes os perpetradores do bullying usam o ambiente virtual para se manterem anônimos. Pesquisas mostram indícios de bullying desde 1960, porém era denominado assédio moral (“mobbing”) e caracterizado como agressão coletiva contra outros da mesma espécie.
Pesquisas de intervenção sistemática começaram quando três garotos se suicidaram em um curto intervalo de tempo na Noruega, todos deixando anotações de que tinham sofrido bullying por seus colegas. Desde então, acredita-se que ser vítima de bullying aumenta o risco de depressão, sintomas psicóticos, ideação suicida e tentativas de suicídio, problemas de saúde, de comportamento, emocionais e de rendimento escolar. Ainda assim, é bastante popular a opinião que bullying 'constrói caráter', é um 'rito de passagem' e 'aumenta a resistência' do indivíduo para enfrentar os desafios da vida adulta.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Um "rito de passagem" perigoso: consequências psicopatológicas do bullying
Author:
Arthur Kummer
Label:
Adolescente,
Ansiedade,
bullying,
Depressão,
Estresse,
Estudantes,
Jovens,
Psicopatologia,
suicídio,
Trauma,
Violência
sexta-feira, 31 de maio de 2013
A Psiquiatria dos Jovens Infratores
Por Jane
Braga e Júlia Canellas.
Muros altos, cercas elétricas, carros blindados,
sistemas anti-furtos no celular... todos esses são artifícios de uma sociedade
que vive com medo, que vive a epidemia da insegurança. Porem muito mais que uma
sensação, essa realidade é expressa em números. Dados mostram que a cada ano o
crescimento da violência no Brasil se torna mais evidente, sendo que o aumento
de delitos cometidos por adolescentes merece destaque.
Embora as taxas de prisão de jovens do sexo masculino
exceda as de sexo feminino, as prisões femininas tem aumentado. Segundo
estatísticas da Vara da Infância e Juventude da comarca da capital do Rio de
Janeiro houve um crescimento de 200% nas taxas de delitos de adolescentes do
sexo feminino entre 1996 e 2004; durante o mesmo período o aumento das taxas de
adolescentes do sexo masculino foi de 73%. Além disso, estudos em vários países
apontam a maior prevalência de transtornos psiquiátricos de jovens infratores
em relação à população geral.
Author:
Arthur Kummer
Label:
Adolescente,
Antissocial,
Criminalidade,
Delinquência,
Transtorno de Conduta,
Violência


